História do marketing digital

A Conteúdo sob Demanda te traz um histórico do marketing digital, desde os primórdios da Internet

Constantes mudanças são um desafio para qualquer empresa que atue em marketing digital. Empresas e modelos de negócio vêm e vão, e as técnicas precisam mudar muito de uma hora para outra.

Tal qual a evolução das espécies, cada mudança de era terminou em uma grande extinção de empresas e modelos de negócio, e surgimento de outros, mais especializados e adaptados aos novos tempos. De qualquer forma, cada era deixou seus fosseis vivos, com empresas que dominaram seu mercado e modelos de negócio que puderam ser aproveitados para criar algo mais novo em cima do que já foi testado e aprovado.

Note que alguns dos sites que citamos foram lançados, muitas vezes, no final do período imediatamente anterior. Nós levamos em conta, nesse histórico, o período em que seu modelo de negócios se tornou importante.

Anos 1990: surge a internet

No começo dos anos 1990, a internet foi aberta ao público. Naqueles tempos de linha discada e sites muito simples, tudo ainda estava por ser inventado.

Era uma época de rápido crescimento e poucos filtros quanto à qualidade de mensagens e sites. Era um tempo em que o SPAM dominava a cena.

Grandes empresas remanescentes dessa época: Yahoo, Amazon, eBay, Submarino, grandes portais.

Como era feito o marketing digital

E-mail: compra de listas e SPAM.

Diretórios e webrings: Ter o site aceito em diretórios como Yahoo!, no DMOZ ou em webrings era a chave para o sucesso do marketing digital. Além das milhares de visitas, melhores rankings eram prováveis.

Buscadores: Antes da popularização do Google, buscadores como Altavista (lá fora) e Cadê (no Brasil) eram muito rudimentares. Naquela época, podia-se simplesmente copiar conteúdo; trocar, comprar e encher páginas de links e muitas palavras-chave eram prática comum e praticamente requisito para se dar bem naquelas ferramentas. O pagamento por publicidade engatinhava.

Conteúdo: com tudo ainda por se criar e postar na internet, eram comuns listas de classificados, sites de MP3, de downloads, diretórios de sites e poucos artigos originais. Era uma época de se transportar a informação offline para a rede.

Começo dos anos 2000: Google e SEO (otimização para buscadores)

No fim dos anos 1990, o PageRank, do Google, deu uma ampla vantagem a esse buscador. No lugar de apenas contar número de links, o algoritmo, na prática, avaliava a qualidade destes. Ou seja: links de sites com maior reputação pesavam mais.

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Grande empresa remanescente dessa época: Embora fundado em 1998, o Google se consolidou nesta época.

Como era feito o marketing digital

Buscadores: Google rapidamente se torna o buscador mais popular e se consolida como o maior no começo da década. SEO é a grande indústria no marketing digital. Seus primórdios eram relativamente simples, embora ajustes fossem necessários em resposta às mudanças em seus algoritmos. No geral, bastava ter um site com bons links fortes que se conseguia rankings para qualquer tipo de assunto. O PPC (pagamento por clique) começou a ganhar importância, mas o foco era SEO.

E-mail: o avanço nos filtros de e-mail começa a tornar o SPAM largamente inefetivo. No lugar dele, surgem as listas de assinantes opt in, ao estilo Feedburner.

Conteúdo: com filtros de cópia em buscadores, a produção de conteúdo começa a se tornar lucrativa. Surgem os primeiros blogs.

2005-2010: Web 2.0 e, ainda, SEO

A segunda metade dos anos 2000 foi bem diferente de seu começo. A web 2.0 causou impactos em todo o marketing digital e mudanças do Google tornaram o SEO mais refinado.

Blogs dominam a cena, tomando largamente o espaço de sites de notícias e grandes portais.

A maior necessidade de trabalho leva ao surgimento das primeiras grandes agências web.

Grandes empresas remanescentes dessa época: Facebook, Twitter, LinkedIn, grandes blogs (Blogolandia é dessa época) e agências web.

Como era feito o marketing digital

Blogs: sites simples mas bem organizados, os blogs, com sua ordem cronológica, atendem e se integram bem a todo tipo de mídia. Suas newsletters automatizadas e sua otimização para buscadores fazem com que estes dominem a cena. Grandes anunciantes fazem grandes campanhas de guest posts e patrocínio de blogueiros famosos.

Redes sociais: Orkut (lançado em 2004) e MySpace foram, pelo menos no Brasil, as duas principais redes sociais no começo deste período. Facebook chegou um pouco mais tarde, mas desbancou ambos com seus aplicativos e newsfeed e levou seus concorrentes à bancarrota; Twitter surgiu com uma proposta diferente (pequenas mensagens de 140 caracteres, para caber em SMS) e conquistou seu espaço; LinkedIn se tornou a maior rede social profissional. O marketing era feito de uma maneira completamente orgânica nesses sites, naquele tempo.

Agregadores de notícias: Blogblogs (no Brasil), Technorati, Reditt, Digg, todos viram sua época áurea nesse período. Apesar de sua grande audiência, a maior parte do tráfego vinha do Google para suas páginas que levavam a outros sites. Eram muito utilizados para SEO.

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Sites de vídeo: ao final deste período, sites de vídeo ganham popularidade. Youtube, comprado pelo Google, começa a ter seu conteúdo exposto no buscador.

2011-2014: Consolidação, local e crowdfunding

A explosão dos blogs no período anterior levou a um grande número de redes e postagens de baixa qualidade, o que levou a uma depuração no período subsequente.

Plataformas de vídeo já existiam desde o começo do período anterior, mas é nesta época que vídeos começam a ganhar força na Internet e as empresas começam a investir fortemente.

Embora não tenha ocorrido com força no Brasil, é nessa época que surge o crowdfunding.

Também é digna de nota a maior ênfase em conteúdo local nos buscadores. Embora a tendência já existisse antes, é nesta época que os mapas se tornaram populares e os resultados de busca começaram a ser diferenciados por cidade e, às vezes, até mesmo por bairro.

Grandes empresas remanescentes dessa época: Kickstarter, Indiegogo e outras plataformas de crowdfunding.

Buscadores e Marketing de artigo: com foco em SEO, tornou-se comum, nesta época, o uso de guest posts para melhorar os rankings nos buscadores. Agora, com foco na experiência do usuário, somente blogs de nicho sobreviveram. O custo mais alto para manter um bom site levou muitas empresas ao PPC. Foi nesta época, também, que a busca local ficou mais evidente. Ficou mais fácil fazer um site de uma empresa em uma cidade específica aparecer bem nas buscas locais.

Vídeo: Youtube se consolida como a grande plataforma de vídeo. Este tipo de marketing começa a ganhar força. Surgem empresas criando seus canais e patrocinando seus vídeos, cada vez mais.

Blogs: os blogs pessoais quase somem de cena. No lugar deles, somente blogs profissionais, alimentados por equipes grandes e alto controle editorial, sobrevivem. Sites de utilidade geral, como classificados, e-commerce e serviços, ganham grande visibilidade.

Crowdfunding: criar um produto ou empresa e testá-lo antes de passar por caros processos de patente definitivas, registros e outros requerimentos burocráticos tornou-se possível com o surgimento do crowdfunding. As melhores plataformas, exigindo vídeo, descritivo detalhado e presença em redes sociais, souberam alavancar as possibilidades oferecidas por outros meios de marketing orgânico para alavancar os negócios. A modalidade teve grande sucesso nos EUA, Canadá, Reino Unido e China, em particular. No Brasil, ainda não teve grande alcance.

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Desde 2015: móvel e marketing de conteúdo

Em 2015, dispositivos móveis alcançaram 50% dos acessos ao Google. No Facebook, isso já havia ocorrido um pouco antes. Esses pequenos dispositivos levaram a um uso muito diferente da internet, com sites móveis e aplicativos dominando a cena.

A depuração ocorrida no período anterior cria a necessidade de que as empresas invistam em conteúdo altamente profissional e caro, para cada página sua. O marketing de conteúdo ganha força.

Grandes empresas que surgiram nesse período: Uber, Whatsapp, empresas de aplicativos e marketing de conteúdo.

Foco em PPC: grandes redes sociais, como o Facebook, o Twitter e o LinkedIn aprimoram seus sistemas de anúncios e restringem a exposição orgânica, o que leva a uma mudança de foco do ganho orgânico de seguidores e visualizações para o pagamento por clique ou visualização. Mesmo o Google entra na mesma onda, ampliando suas áreas de anúncio e reduzindo a exibição orgânica de websites.

Marketing de conteúdo: o maior tempo que os usuários gastam em redes sociais e buscadores através de seus celulares, aliados à resistência à propaganda tradicional por parte destes e ao aumento da exigência de qualidade por parte dos buscadores faz com que o marketing de conteúdo ganhe força. Não é mais possível ter resultados com posts de blog aleatórios de 200 palavras. No lugar disso, segmentação e foco no usuário tornam necessária a produção de conteúdo de maneira profissional. A Conteúdo sob Demanda faz parte desta vertente.

Aplicativos e sites responsivos: não há como ignorar o ambiente móvel. Qualquer empresa que queira ter um mínimo de visibilidade nesta época precisa de um site responsivo e/ou um aplicativo.

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