Marketing 3.0 – conceito

Saiba mais sobre o conceito de marketing 3.0, conceito preconizado por Philip Kotler

O conceito de marketing 3.0 está associado a Philip Kotler, que é considerada a maior autoridade em marketing no mundo. O termo foi cunhado pelo escritor com o lançamento do livro "Marketing 3.0 - as forças que estão definindo o novo marketing centrado no ser humano".

Para entendermos o que é o marketing 3.0, é preciso perceber como ocorreu a evolução das outras etapas do marketing (1.0 e 2.0).

Marketing 1.0

O marketing 1.0 aconteceu após a Revolução Industrial, por volta de 1900, tendo como intuito a venda de produtos para clientes em grande escala. Neste momento, o marketing funcionava com a utilização de uma única marca eficiente para vários clientes, atingindo os anseios e questões de ordem funcional dos consumidores.

Ou seja: o foco era totalmente no produto e suas características. Era utilizado meio de massa (jornais, principalmente) para disseminar os produtos e subentendia-se que o consumidor tinha discernimento suficiente para saber se o produto satisfazia sua necessidade.

Até mesmo os computadores pessoais fizeram parte dessa época. Afinal, quem não se lembra da época em que o foco era quantidade de espaço em disco ou memória RAM disponível? E quanto aos carros, envolvendo motorização, presença de injeção eletrônica e até mesmo tipo de suspensão? São todos exemplos de foco nas características do produto, típicas do marketing 1.0.

Marketing 2.0

Após um longo tempo de domínio das técnicas do marketing 1.0, que chegou até mesmo à era dos computadores pessoais, surgiu o que foi chamado de marketing 2.0. Teve início em 1990, coincidindo com a ascensão da Tecnologia da Informação, tendo como objetivo a satisfação total dos clientes, além da retenção dos mesmos para a marca. Neste caso, todo o esforço da marca tem como foco o consumidor, relacionando a função do produto com o lado emocional do cliente.

Isso porque a facilidade trazida pelas novas tecnologias tornou a concorrência muito mais dura para as empresas. Focar em preço e funcionalidade era algo que todos faziam, não trazendo vantagem alguma.

Em alguns setores, a necessidade de inovar em marketing surgiu até mesmo antes da década de 1990. Um exemplo desta época é a consolidação de grandes marcas de luxo, como Rolex, Tag Heuer e outras. Pioneiras, começaram seu posicionamento ainda na década de 1970, quando a revolução do quartz japonesa trouxe ao mercado relógios digitais extremamente baratos. Ao patrocinar grandes eventos, como corridas de cavalos e Fórmula 1, posicionaram a marca como objetos de luxo, de desejo, reforçando o status social. Não eram simples relógios. Eram joias, fatores de diferenciação, como bons carros e bons vinhos.

A partir de 1990, diferenciação e posicionamento de marca se tornaram comuns aos departamentos de marketing de todo tipo de empresa.

Marketing 3.0

Atualmente, estamos vivenciando nascimento do marketing 3.0, conceito que ganhou força a partir do começo da década de 2010. Agora, os consumidores são conscientes e interagem com as marcas, mudando o foco do marketing de posicionamento e conquista de espaços de massa para relacionamento com os consumidores. A comunicação ocorre de muitos para muitos, ou seja, é colaborativa.

O marketing 3.0 trabalha por meio da colaboração através das mídias sociais e blogs, principalmente, com foco nos problemas e necessidades dos clientes. Nesta fase, os tradicionais serviços de atendimento ao consumidor se tornaram peças chave da estratégia de marketing da empresa, com suas respostas e atuação servindo para consolidar a credibilidade da marca e suas interações servindo para novas ideias de conteúdo e produto que apelem para aquilo que seus consumidores precisam e desejam.

Deste modo, inbound marketing, content marketing, relações com imprensa e influenciadores em blogs e redes sociais, e-mail marketing e marketing para buscadores passam de meros métodos de marketing de guerrilha de startups descoladas da década anterior para prioridade absoluta de muitas grandes empresas, suplantando, até mesmo, a publicidade em meios tradicionais, como TV, jornais, revistas e outdoors.

Ou seja, é um marketing mais personalizado mas, ainda assim, eficiente em termos de custos e retornos.

Isso porque as novas tecnologias tornaram a produção de conteúdo extremamente baixa e muito efetiva, tanto para consumidores quanto empresas. Uma reclamação de um consumidor rapidamente pode ganhar destaque, ser compartilhada em redes sociais e aparecer bem posicionada em buscadores, atingindo milhares de pessoas, algo que não era comum na TV, em jornais ou revistas. Do mesmo modo, a postura da marca na resolução dos problemas dos consumidores fica muito clara e transparente na web. Assim como as mensagens da empresa, através de conteúdo produzido em seu blog, que podem impactar públicos bem definidos, tornando o marketing muito mais eficiente.

Junte-se a isso a crescente audiência da internet, significativamente aumentada com o advento dos smartphones, e percebe-se onde a empresa precisa estar e de que forma deve agir neste meio.

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